domingo, 30 de maio de 2010

Incertezas

Um dia acordo e descubro que algo mudou. Ressalto que para mim tudo ia muito bem, se errei não vi o erro, não fiz com a intenção.
Então por que mudou? Acho que foi porque está chegando o inverno e eu sinto o calor do sol.
Hum... provavelmente foi isso!
A vida continuou, algumas vezes eu esqueço disso, pulo essa parte.
Vou fechar os olhos, tentar pensar o quanto pode melhorar e quando eu abrir meus olhos verei a vida de uma nova maneira... isso é mentira, não farei isso.
Vou deixar o tempo pouco a pouco mudar as coisas, trazer experiências novas, levar os fantasmas do passado e moldar uma pessoa melhor dentro de mim.
Não critico, não julgo, não grito, não bato, mas eu sinto e guardo.
Às vezes preciso falar. Se eu não falo, eu explodo. Falo com aqueles que me escutam sem julgar, sem dizer que está tudo bem, sem opinar, mas ainda que não opinem conseguem me deixar mais animada.
O que aconteceu? Eu não sei, não sei se quero saber, mas sei que a vida continuou e eu esqueci, disso eu sei.
Como eu pude esquecer essa parte? A melhor resposta seria uma lacuna em branco ou simplesmente três pontinhos, a tal das reticências.
Quando pensamos que tem coisas loucas demais acontecendo, as loucuras começam a se encaixar tudo começa a parecer melhor.
Vamos deixar as coisas do jeito que estão. Eu sinto, eu falo, mas eu não reajo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Minhas perguntas sem respostas

Como é possível que o passado lembre o presente? Como é possível você desejar algo e ele vir de um formato completamente diferente do que vc pediu e no momento que você não pediu?
Se você sente que alguma coisa não está indo como você imaginou, relaxe e lembre-se: Pode piorar, ou melhorar!
O que eu fiz de errado dessa vez? Simplesmente nada! Até gostaria de ter feito para, talvez, sentir a culpa que trás alívio.
Deixei a correnteza me levar e ela parece querer mais uma vez me levar para longe, para caminhos, de certa forma, desconhecidos. Tento não perguntar o motivo, o famoso porquê. O porquê me irrita... ora se mostra muito correto e cheio de regras, ora parece ser um pouco louco. Ora o porquê tem sentido, ora ele busca o seu próprio sentido.
Busco a luz no início do túnel, mas ela não aparece. Continuo procurando a luz e quanto mais procuro, mais entro no túnel sem saber aonde ele pode me levar.
Deixa a vida me levar? No momento, me parece a opção mais viável. Quem sabe ela me deixa na bohemia?!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Amizades e amizades

Quando se tem um amigo de verdade não importa a hora, o dia, o lugar ou o momento, se você precisar ali, de alguma maneira, ele estará contigo. Às vezes estará para te dar um abraço e deixar você soltar todas as suas angústias, mágoas, os seus medos em forma de palavras ou lágrimas, ou simplesmente te dirá algo que vai te ajudar, te fazer rir, refletir e talvez sentir vontade de quebrar tudo.

O verdadeiro amigo não vai falar que você está bem quando não está, mas vai te ajudar a chegar lá.
O verdadeiro amigo não vai te julgar por aquilo que você faz, porém, se não estiver de acordo vai tentar te mostrar o ponto de vista dele e tentar te mostrar o erro.
O verdadeiro amigo não julga a amizade por dias que saíram juntos, por presentinhos, por ligações bonitinhas ou por momentos divertidos, ele julgará por atitudes, ele não compara as amizades para saber quem é o melhor amigo número 1, 2, 3 ou 1.000, ele simplesmente sabe aqueles que são amigos e aqueles que não são amigos.

Eu não tenho muitos amigos, posso contar nos dedos de uma mão os verdadeiros. Tenho alguns companheiros de bares, noites, farras em geral, porém, amigos verdadeiros poucos tenho.
Não é fácil reconhecer quem é seu amigo quando, geralmente, tudo está muito bem, entretanto, vivemos fases boas e fases ruins. As fases ruins ensinam, mostram algumas verdades amargas e outras que não são tão amargas. As pessoas que, provavelmente, estarão com você sempre aparecem nesses momentos, então ao invés de reclamar das fases ruins seria bom agradecer as coisas boas que elas trazem.

Eu dedico esse post, em especial, a duas pessoas que talvez eu não tenha dito isso em palavras concretas durante o nosso tempo de amizade.
Léo e Claudinha,
Não tenho palavras para dizer o quando vocês me ajudaram, ajudam e sei que continuaram ajudando ao longo da vida. A paciência que vocês têm comigo quando estou falando mais uma vez sobre meus problemas, minha vida passada, meu ex, minhas chatices, é simplesmente única. E em especial obrigada por não me julgarem e procurarem me entender quando eu realmente preciso.
Espero que o tempo de amizade que temos aumente e que esta se multiplique.