domingo, 30 de maio de 2010

Incertezas

Um dia acordo e descubro que algo mudou. Ressalto que para mim tudo ia muito bem, se errei não vi o erro, não fiz com a intenção.
Então por que mudou? Acho que foi porque está chegando o inverno e eu sinto o calor do sol.
Hum... provavelmente foi isso!
A vida continuou, algumas vezes eu esqueço disso, pulo essa parte.
Vou fechar os olhos, tentar pensar o quanto pode melhorar e quando eu abrir meus olhos verei a vida de uma nova maneira... isso é mentira, não farei isso.
Vou deixar o tempo pouco a pouco mudar as coisas, trazer experiências novas, levar os fantasmas do passado e moldar uma pessoa melhor dentro de mim.
Não critico, não julgo, não grito, não bato, mas eu sinto e guardo.
Às vezes preciso falar. Se eu não falo, eu explodo. Falo com aqueles que me escutam sem julgar, sem dizer que está tudo bem, sem opinar, mas ainda que não opinem conseguem me deixar mais animada.
O que aconteceu? Eu não sei, não sei se quero saber, mas sei que a vida continuou e eu esqueci, disso eu sei.
Como eu pude esquecer essa parte? A melhor resposta seria uma lacuna em branco ou simplesmente três pontinhos, a tal das reticências.
Quando pensamos que tem coisas loucas demais acontecendo, as loucuras começam a se encaixar tudo começa a parecer melhor.
Vamos deixar as coisas do jeito que estão. Eu sinto, eu falo, mas eu não reajo.

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